O meu Despertar na Sangha: uma carta aberta a Saulo

Uma linda reflexão. Vale a pena sua leitura leitura. “Senti hoje de compartilhar com você o que tá revirando aqui dentro, então resolvi escrever pq até pra falar tá difícil.

Vinha pedindo por luz, por verdade, e quando se pede vem né rsrs, passei por um momento onde acessei uma memória e todas as sombras vieram à tona, e como sempre fazia me calava, é como se eu entrasse no fundo do poço e não quisesse sair de lá (a pessoa acende a luz mas não quer ver o q tem ali 😅🤦🏻‍♀️) assustei comigo mesma, me deparei com uma vida morta e falsa, e com isso comecei a questionar tudo, inclusive o projeto, questionei minha função, a minha real intenção, questionei inclusive você em algumas atitudes, toda essa poeira se levantou e me vi em um furacão.

Foram exatamente 28 dias sem conseguir agir, não fluía nada, nem no meu trabalho e nem na Sangha e isso consequentemente refletiu em tudo que tinha me colocado a fazer, na minha arrogância e inflexibilidade tive dificuldade de pedir ajuda, porque sempre quis resolver tudo sozinha.

Mas chega uma hora que fica insuportável e foi literalmente o que aconteceu, então resolvi olhar pra aquilo e dar um basta, percebi o quanto ainda há identificação, e que o ponto em que acessei foi na verdade um gatilho pra que todas essas sombras viessem a tona, acessei o ponto exato onde comecei a me autossabotar, e doeu pq existia um apego, à aquilo que me causava dor, pq era onde justificava muita coisa que eu não fazia por mim mesma, pra não ser autorresponsável.

Sei que um dos meus desafios aqui nessa existência é justamente a tendência a me anular e a dificuldade de me posicionar me colocando de forma vulnerável, e por não estar atenta entrei nesse jogo mais uma vez, percebi um medo disso acontecer, e ontem me perguntei, medo de quem? De mim mesma? Percebi que era uma falta de confiança, falta de reconhecimento e principalmente falta de fé. Porque ainda existia uma necessidade de pertencimento, de ser aceita, quando na verdade eu não me aceitava verdadeiramente, compreender que a a auto- anulação não tem a ver com o que o outro faz, mas quando não sou verdade comigo mesmo, quando não ajo verdadeiramente pelo coração, é libertador.

Cansei de carregar toda essa armadura pesada.
E vendo o último satsang da série (despertando virtudes) hoje, queria agradecer profundamente por você ser quem é, agradecendo ao Pai imensamente por cada apontamento.”

Respeitando a confidencialidade da mensagem, não a assinaremos.

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