Hoje, 2 de julho, honramos a memória e o legado de Lúcia Maria Brandi Nardelli de Assis, a fundação ancestral que permitiu o nascimento de uma nova consciência.
Na espiritualidade real (aquela que desce da abstração e toca a matéria), não existe missão sem ancestralidade. Não há como erguer um trabalho de luz no mundo sem honrar o portal humano que nos trouxe até aqui. Hoje, 2 de julho, marca o aniversário de transição de Lúcia Maria Brandi Nardelli de Assis (1955-2024), eternizada em nossos corações e na egrégora da Sangha Platina Solaris como Amma Brahmananda.
Amma Brahmananda não foi apenas uma mãe; ela foi o solo fértil, o útero sagrado e a raiz inabalável que sustentou o nascimento de um movimento de despertar. Em sua jornada, ela encarnou a pureza e a força daquilo que não se corrompe, ensinando que a verdadeira espiritualidade não é uma fuga do humano, mas a sua sacralização.
A maior prova dessa fusão entre o sagrado e o ancestral está, literalmente, cravada na terra. Durante a primeira fase de construção do templo Hiranyagarbha, o “Útero Dourado”, o barro que ergueu suas paredes foi misturado às lágrimas de Amma em seus momentos de despedida. Essa não é apenas uma metáfora arquitetônica; é o selo de uma obra espiritual autêntica. O templo não foi feito apenas de terra e água, mas da dor, do amor e da entrega profunda de uma mãe e de um filho. É a união definitiva entre a missão divina e a linhagem humana.
Como nos lembra o epílogo de As 4 Chaves do Cristo: “Daqui nada se leva. Se eleva.”
Amma Brahmananda elevou-se. No entanto, sua presença continua sendo a argamassa invisível que sustenta cada ativação, cada silêncio e cada passo dado por aqueles que buscam habitar o Amor como Presença Viva. Ela nos ensina que a renúncia não é uma perda, mas a disposição de deixar cair os véus para que o essencial permaneça.
Reconhecer Amma Brahmananda hoje é olhar para trás com reverência absoluta, para podermos caminhar para frente com autoridade espiritual.
Que sua memória continue sendo um farol de coerência e entrega. A Senhora Mãe do que é puro, eterno e inabalável vive em cada mão de barro colocada em Hiranyagarbha e em cada coração que desperta para a Verdade.
Saulo Nardelli de Assis
