O QUE É A VERDADE?

Em nossos frequentes encontros em Sangha, nosso tutor Saulo traz a nós, em satsangs e darshans, observações sutis das acontecências da vida cotidiana: reflexões, parábolas, contos e histórias – como essa que compartilhamos com você agora.

O QUE É A VERDADE?

Em alguns momentos, quando ainda se encontrava em uma busca interna profunda, Saulo criou o hábito de subir a Serra do Curral, em Belo Horizonte – uma serra bem alta, com seus 1.300 metros de altura.

Todos os dias Saulo subia a Serra do Curral, em uma época em que ainda pairavam em seu mental perguntas como “quem sou eu?” ou “o que estou fazendo aqui?“. Um dia, Saulo desejou entender o que era a Verdade. Decidiu, então, que a cada passo dado na subida da Serra do Curral, ele se perguntaria: o que é a Verdade?

E assim, pôs-se a subir. O que é a Verdade? A cada passo, perguntava a si mesmo: o que é a Verdade?

O que é a Verdade? O que é a Verdade?

Subindo, subindo, subindo. O que é a Verdade? O que é a Verdade? O que é a Verdade?

E subia… O que é a Verdade?

Alguns mil passos e questionamentos depois, Saulo olhou para uma árvore e, então, percebeu por si mesmo sua arrogância. Aquela árvore havia acabado de lhe dar a resposta, e apenas olhar foi suficiente para que percebesse. Ao olhar verdadeiramente para a árvore, compreendeu.

E assim, ao finalmente entender o que era a Verdade, começou a chorar, ao que agora percebia: aquela árvore estava em seu perfeito lugar e evolução.

Aquela árvore não estava tentando ser melhor do que qualquer outra árvore.
Aquela árvore não estava querendo se parecer com qualquer outra árvore.
Aquela árvore não estava competindo com nenhuma outra árvore.

Não estava tentando ser uma pedra; não estava tentando ser um passarinho. Ela apenas era uma árvore – em seu perfeito lugar e evolução.

Naquele momento, fez-se claro para Saulo o conceito do que é a Verdade. Naquele momento, ele percebeu o quão arrogante havia sido em tentar descobrir o que era a Verdade.

Quem estava querendo descobrir a Verdade?

Para que estava querendo descobrir a Verdade?

E o principal:

Para quem estava querendo descobrir a Verdade?


Assista abaixo ao vídeo completo do Darshan em que Saulo traz a história nesse post.

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A PARÁBOLA DO BEIJA-FLOR

A partir da observância das acontecências do cotidiano, Saulo traz a nós em darshans e satsangs exemplos reais do dia a dia, para reflexões sutis sobre nossa atual condição contemporânea. Convide a si mesmo a ler a Parábola do Beija-Flor descrita abaixo com os seus olhos que vêem. Permita libertar-se, em toda a completude do seu Ser, das prisões da autoignorância.

A Parábola do Beija-Flor

Aproveitando a época de festas de fim de ano na casa de seus pais, Saulo observa pela manhã, diariamente, seu pai reabastecer a água açucarada de um bebedouro de beija-flor. O bebedouro é colocado de manhã e retirado à noite, a fim de evitar que os morcegos bebam toda a água dos beija-flores.

Pela manhã, diariamente Saulo observa os beija-flores a postos esperando seu pai. Eles voam animados, batendo as asinhas rapidamente, e chegam tão próximos, mas tão próximos, que parecem até já ser de casa. Saulo conta que uma vez chegou a quase encostar em um deles, de tão perto. Quando o bebedouro é colocado, os beija-flores piam descontroladamente em excitação, comemorando mais um dia daquela água maravilhosa à disposição.

Analisando melhor, eles realmente são de casa. Todos os dias pela manhã, são os mesmos dois beija-flores que vêm, pontualmente, aguardar a chegada do bebedouro: um pequenininho, e outro grandão — ambos muito valentes. Assim, temos dois beija-flores, mas somente um bebedouro.

O que esses dois beija-flores fazem durante todo o dia?

Um fica num canto de uma árvore; o outro fica em outro canto de outra árvore — ambos à espreita. Ambos observando: quem é que vai beber a água? Às vezes aparece um bem-te-vi, que adora beber água nesses bebedouros de beija-flor, mas quando ele se aproxima, logo vem um dos beija-flores, dá uma picada nele, ele sai voando espantado. E o beija-flor volta ao seu posto.

E aí, então, vai o beija-flor maior beber a água, quando vem o menor, bate nele, começa uma briga. Vai pra lá, vai pra cá, voa beija-flor pra todo lado. Saulo conta até que uma vez um deles levou uma pancada tão forte que caiu no chão e ficou por um tempo, antes de se recuperar e levantar vôo novamente. Eis que o beija-flor menor se aproxima para beber água, então o grandão vai e puf!

E assim eles ficam durante o todo o dia, até o anoitecer, quando o bebedouro é retirado. No dia seguinte pela manhã, os beija-flores já estão esperando. A água é recolocada novamente, e assim o ciclo se repete.

Perceba, você: dois seres livres. Dois seres, inclusive, que vêm nos visitar para convidar a abrirmos o coração — dois seres metaforicamente responsáveis por essa abertura. Dois seres livres, sem coleira, presos dentro de si mesmos, na falsa ilusão do que é o controle, não aproveitando todas as outras flores disponíveis ao longo do dia, em toda a região.

Dois seres livres, completamente presos dentro de si mesmos, acreditando que aquele é o mundo deles pelo qual eles precisam lutar, zelar, pois acreditam que aquela é a fonte que vai trazer completude a eles. E ainda lutam por um sistema fracassado, insustentável, sobre o qual eles não têm controle algum, e que ainda os envenena diariamente.

Dois seres livres, presos dentro da autoignorância, que faz com que eles não percebam o mundo inteiro de liberdade ao seu redor. Em darshan, Saulo traz a pergunta que agora trago a você:

Qual é o seu bebedouro que não permite a você, mesmo tendo asas, voar?

A Parábola do Beija-Flor foi trazida em sangha no Darshan abaixo, em que muitas outras reflexões vieram a partir da observação dos beija-flores. Assista abaixo, ou clique aqui para ser redirecionado ao YouTube.

Gostaríamos de ter você conosco nos próximos darshans, via Zoom. Entre em contato e vamos juntos ser Luz!

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