A PARÁBOLA DO BEIJA-FLOR

A partir da observância das acontecências do cotidiano, Saulo traz a nós em darshans e satsangs exemplos reais do dia a dia, para reflexões sutis sobre nossa atual condição contemporânea. Convide a si mesmo a ler a Parábola do Beija-Flor descrita abaixo com os seus olhos que vêem. Permita libertar-se, em toda a completude do seu Ser, das prisões da autoignorância.

A Parábola do Beija-Flor

Aproveitando a época de festas de fim de ano na casa de seus pais, Saulo observa pela manhã, diariamente, seu pai reabastecer a água açucarada de um bebedouro de beija-flor. O bebedouro é colocado de manhã e retirado à noite, a fim de evitar que os morcegos bebam toda a água dos beija-flores.

Pela manhã, diariamente Saulo observa os beija-flores a postos esperando seu pai. Eles voam animados, batendo as asinhas rapidamente, e chegam tão próximos, mas tão próximos, que parecem até já ser de casa. Saulo conta que uma vez chegou a quase encostar em um deles, de tão perto. Quando o bebedouro é colocado, os beija-flores piam descontroladamente em excitação, comemorando mais um dia daquela água maravilhosa à disposição.

Analisando melhor, eles realmente são de casa. Todos os dias pela manhã, são os mesmos dois beija-flores que vêm, pontualmente, aguardar a chegada do bebedouro: um pequenininho, e outro grandão — ambos muito valentes. Assim, temos dois beija-flores, mas somente um bebedouro.

O que esses dois beija-flores fazem durante todo o dia?

Um fica num canto de uma árvore; o outro fica em outro canto de outra árvore — ambos à espreita. Ambos observando: quem é que vai beber a água? Às vezes aparece um bem-te-vi, que adora beber água nesses bebedouros de beija-flor, mas quando ele se aproxima, logo vem um dos beija-flores, dá uma picada nele, ele sai voando espantado. E o beija-flor volta ao seu posto.

E aí, então, vai o beija-flor maior beber a água, quando vem o menor, bate nele, começa uma briga. Vai pra lá, vai pra cá, voa beija-flor pra todo lado. Saulo conta até que uma vez um deles levou uma pancada tão forte que caiu no chão e ficou por um tempo, antes de se recuperar e levantar vôo novamente. Eis que o beija-flor menor se aproxima para beber água, então o grandão vai e puf!

E assim eles ficam durante o todo o dia, até o anoitecer, quando o bebedouro é retirado. No dia seguinte pela manhã, os beija-flores já estão esperando. A água é recolocada novamente, e assim o ciclo se repete.

Perceba, você: dois seres livres. Dois seres, inclusive, que vêm nos visitar para convidar a abrirmos o coração — dois seres metaforicamente responsáveis por essa abertura. Dois seres livres, sem coleira, presos dentro de si mesmos, na falsa ilusão do que é o controle, não aproveitando todas as outras flores disponíveis ao longo do dia, em toda a região.

Dois seres livres, completamente presos dentro de si mesmos, acreditando que aquele é o mundo deles pelo qual eles precisam lutar, zelar, pois acreditam que aquela é a fonte que vai trazer completude a eles. E ainda lutam por um sistema fracassado, insustentável, sobre o qual eles não têm controle algum, e que ainda os envenena diariamente.

Dois seres livres, presos dentro da autoignorância, que faz com que eles não percebam o mundo inteiro de liberdade ao seu redor. Em darshan, Saulo traz a pergunta que agora trago a você:

Qual é o seu bebedouro que não permite a você, mesmo tendo asas, voar?

A Parábola do Beija-Flor foi trazida em sangha no Darshan abaixo, em que muitas outras reflexões vieram a partir da observação dos beija-flores. Assista abaixo, ou clique aqui para ser redirecionado ao YouTube.

Gostaríamos de ter você conosco nos próximos darshans, via Zoom. Entre em contato e vamos juntos ser Luz!

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